I Seminário do Cegas

  A Unesco proclamou 2016 como o Ano Internacional do Entendimento Global. Mas como alcançar o entendimento global em um mundo repleto de conflitos políticos e socioambientais? Na tentativa de ampliar esta questão, o CEGAS definiu o tema de seu primeiro Seminário: Conflitos Ambientais e Participação Social. O evento acontecerá entre os dias 26 e 28 de outubro de 2016, no campus Santo Antônio da Universidade Federal de São João del-Rei, e será composto por palestras, mini cursos, mostra científica e mesa redonda.   Inscrições: As inscrições para o Seminário estão limitadas à capacidade do Anfiteatro do Campus Santo Antônio, onde ocorrerão as palestras, e por isso devem ser realizadas antecipadamente por meio do formulário eletrônico abaixo. A inscrição no I Seminário do CEGAS permite a participação nas palestras, a submissão de trabalhos para a mostra científica e a participação em pelo menos 1 minicurso. Investimento: Palestras + 1 Mini curso – R$20,00 Palestras + 2 Mini cursos – R$25,00 O pagamento deverá ser realizado por meio de depósito em conta poupança e o comprovante enviado para o email: eventos@cegas.eco.br Obs.: Alunos que contam com a Assistência Estudantil da UFSJ, tem desconto de 50% no valor da inscrição. Dados Bancários para depósito: (Em breve)   Garanta sua vaga! Faça sua inscrição AQUI   Certificação: Cada módulo do evento contará sua própria certificação. Os certificados dos Mini cursos e da Mostra Científica serão entregues ao término dos mesmos. A cerificação de horas referente às Palestras e Mesa Redonda será garantida aos participantes que obtiverem presença em, pelo menos, 75% dessas atividades.   Mostra Científica EDITAL de chamada de trabalhos FORMULÁRIO...

Onde as roupas vão para renascer

  Cerca de 100 mil toneladas de roupas usadas, provenientes sobretudo dos Estados Unidos, da Europa e do Extremo Oriente, chegam anualmente a Panipat, no norte da Índia, talvez o maior polo de reciclagem de têxteis do mundo. Uma fração dos vestimentos doados para instituições de caridade e que não encontram comprador são vendidas para 300 empresas  baseadas na cidade, que desmantelam as peças, removem botões e zíperes e esgarçam o tecido para recuperar as fibras. Estas voltam, então, para o processo industrial para serem convertidas em cobertores cinzas, baratos e de baixa qualidade – do tipo que vemos embalando mendigos nas ruas do Brasil e que traz na etiqueta referência à sua “composição desconhecida”. O curto documentário  “Unravel”, da diretora e produtora Meghna Gupta, explora este universo e dá voz a uma das trabalhadoras dessa indústria, Reshma, mulher carismática e inteligente que especula sobre aqueles que vestiram e descartaram roupas perfeitamente aproveitáveis, numa crítica irreverente ao consumismo e à obesidade voluntária. “Unravel” mostra o olhar voyeur dos que vivem fora da sociedade de consumo e que tentam entender sua lógica. Confira a produção no trailer ao lado, legendado em inglês, e na íntegra, aqui. Num dos melhores momentos do curta, uma das recicladoras especula: “talvez eles [os ricos, os ocidentais] não possam lavar suas roupas porque a água é cara demais [onde eles moram]”. Outra diz que  o mais provável é que as pessoas simplesmente não gostam de lavar roupas nos países ricos. Uma terceira lamenta, o destino das pobres mulheres obrigadas a vestir roupas que, na sua opinião, são insensatas e sem pé nem cabeça, cheias de miçangas...

Pesquisa mostra importância de áreas verdes em cidades para diminuição de doenças crônicas

  Um estudo de pesquisadores dos Estados Unidos analisou dados de 250 mil pessoas com mais de 65 anos, beneficiários do Medicare, sistema público de saúde. As informações foram colhidas entre 2010 e 2011, em conjunto com imagens de satélite da Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa) para mapear e quantificar a presença de vegetação nos bairros dos pacientes. Os resultados mostraram que as áreas verdes desempenham um papel importante na redução de doenças crônicas. Em áreas com grande cobertura de vegetação há uma redução de até 14% nas taxas de diabetes, de 13% nas taxas de hipertensão e 10% nos distúrbios de colesterol. Scott Brown, um dos autores e professor de ciências de saúde pública, diz que “em um quarteirão, ir de um nível baixo para alto de vegetação está associado a 49 menos doenças crônicas por cada mil moradores”. A conclusão dos pesquisadores é de que a presença de áreas verdes nos bairros, sejam parques, árvores ou outros tipos de vegetação traz efeitos positivos para saúde, não só de idosos, mas de todos os moradores que são vizinhos ao verde. O impacto é ainda maior em vizinhanças de renda mais baixa. A pesquisa especula que áreas verdes na cidade são remédios naturais, que ajudam a reduzir a poluição do ar, regulam a umidade do ar e minimizam o efeito ilha de calor, além de diminuírem o estresse, encorajarem a atividade física e favorecerem interação social e a coesão da comunidade. O trabalho é de pesquisadores da Escola de Medicina Miller, da Universidade de Miami (University of Miami, Miller School of Medicine) e foi publicado em 6 de abril,...