Curso de Introdução ao Pensamento Científico

O CEGAS convida a comunidade acadêmica da UFSJ para participar do Curso de Introdução ao Pensamento Científico. Com temática voltada ao desenvolvimento do pensar científico e sua inter-relação com as ciências em geral, o curso é voltado a alunos e pesquisadores interessados em ampliar as reflexões acerca das relações entre sujeito e objeto de conhecimento. Composto por 4 módulos, sendo 3 deles voltados à epistemologia e 1 à metodologia, o curso ocorrerá de 10 a 13 de maio de 2016, no CRT-CTAN (sede do CEGAS), das 9 às 12h. A certificação de horas será garantida aos alunos que participarem de, ao menos, 75% das atividades. A inscrição, que é gratuita, deve ser realizada antecipadamente pelo formulário eletrônico abaixo, e está limitada ao número de vagas do curso. A bibliografia básica selecionada para cada módulo já está disponível no Google Drive do curso. INSCRIÇÕES ENCERRADAS   Módulo I –  A prática da ciência e a ciência como prática João Paulo Araújo é professor de Teoria e História do Direito na UFJF/GV. Ementa O módulo tem por objetivo providenciar as bases para uma compreensão crítica da ciência enquanto atividade social historicamente localizada. Para tanto, em um primeiro momento, tentará demonstrar as práticas internas dos cientistas como operações fechadas em torno de pressupostos indisponíveis ao questionamento. Em um segundo momento, buscará estabelecer a ciência enquanto prática social, revelando o lugar que ocupa dentro da tensão constitutiva do capitalismo democrático.   Programa 1 – A prática da ciência O que é Ciência, afinal? A. F. Chalmers e senso comum científico A ciência vista de dentro: Thomas S. Kuhn e a constituição da ciência...

ABNT lança novo selo ambiental para pegada de carbono e água de produtos

Um novo sistema de mediação e certificação de pegada de carbono e água está disponível para empresas brasileiras interessadas em demonstrar os benefícios ambientais de seus produtos em comparação a competidores internacionais. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) será a responsável técnica pela operação deste novo sistema de certificação, criado por meio de um processo participativo que envolveu 20 grandes empresas brasileiras de diversos setores e que foi guiado pelo Carbon Trust (consultoria internacional de estímulo à economia de baixo carbono). A concepção e o desenvolvimento do sistema também contaram com apoio institucional do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil (MDIC) e financiamento do Prosperity Fund, da Embaixada do Reino Unido no país. Este projeto implanta no mercado brasileiro um sistema para certificar e incentivar padrões sustentáveis de produção na indústria nacional, com foco na redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e no consumo mais eficiente de recursos hídricos. “O processo de medição e certificação da pegada de produtos permite que as empresas identifiquem pontos de ineficiência e busquem soluções para otimizar processos e melhorar sua reputação com clientes, reduzindo custos e a pegada de seus produtos, bem como os riscos aos quais estão expostas em toda a sua cadeia produtiva”, explica Antonio Carlos Barros de Oliveira, diretor de Certificação da ABNT. “Igualmente importante é a contribuição que este sistema e o novo selo darão para induzir ações que reduzam as emissões de GEE e o consumo de água da indústria brasileira”. A capacidade de destacar o baixo impacto ambiental dos produtos brasileiros dará a essas empresas vantagens competitivas no mercado internacional. O...

Moradores de Berlim mapeiam árvores frutíferas

  Na capital da Alemanha andar pela cidade e colher frutas pela rua de graça é algo bastante fácil. A oferta é grande, apesar de conter mais de três milhões de habitantes. Pensando nisso, um grupo criou uma plataforma que reúne todas as informações necessárias para quem busca por tais alimentos. Por meio do site Mundraub, a população pode buscar por bairro e tipos de fruta. Também é usada para organizar colheitas coletivas. Como a plataforma é colaborativa, já foram inseridos no mapa árvores frutíferas de vários locais do mundo, inclusive do Brasil, confira aqui. Mundraub é um termo que pode ser traduzido como “roubo de boca”. Trata-se, na verdade, de uma referência a uma antiga lei sobre roubo de alimentos para consumo imediato. A “colheita urbana” é incentivada até por órgãos públicos federais que veem na prática uma maneira de reduzir o desperdício. Originalmente publicado em: http://ciclovivo.com.br/noticia/moradores-de-berlim-mapeiam-arvores-frutiferas-2/ Fotos:...

Juçaí, o sorbet da juventude

Você conhece o Juçaí? Trata-se do fruto extraído da Palmeira Juçara (Eutherpeedulis Mart.), espécie endêmica da Mata Atlântica, e se assemelha muito com o conhecido Açaí, tendo, porém, valores nutricionais superiores ao “primo amazônico”. De acordo com estudos, é possível verificar maior concentração de ferro (70%), potássio (63%), provitamina A e antioxidante antocianina (2956 mg/100g para o fruto seco e 290 mg/100g para o fruto fresco). Citada na Carta de Pero Vaz de Caminha, a Juçara chegou a cobrir mais de um milhão de metros quadrados na Mata Atlântica de norte a sul do Brasil, mas infelizmente a exploração desenfreada para a extração do palmito a transportou para a lista oficial de espécies ameaçadas de extinção. Importante ressaltar que o sumiço da Juçara expõe 60 espécies de animais – entre tucanos, jacus e macacos – que dependem de seus frutos para alimentação. Visando reverter esse quadro, ambientalistas do Núcleo Interdisciplinar do Meio Ambiente da PUC-RJ criaram um Programa chamado Amável – Mata Atlântica Sustentável e a Frente Pró Juçara. O projeto pretende, dentre outros objetivos, (i) plantar 10 milhões de palmeiras Juçara nas florestas; (ii) envolver nesse plantio pequenos agricultores familiares e orgânicos, comunidades indígenas e quilombolas; (iii) incentivar o uso do fruto da Juçara na merenda escolar (sorvete ou suco feito do fruto + banana + mel) e (iv) converter palmiteiros em plantadores de Juçara e coletores legalizados de frutos (é mais lucrativo colher frutos do que extrair o palmito). No campo legislativo, o Deputado Estadual Dr. Julianelli (REDE-RJ) elaborou o Projeto de Lei nº. 591/2015 que dispõe sobre a compra de Juçaí pelas escolas da rede pública...